Palavra do “Chino”: Duas coisas

Durante essa semana recebemos livros novos de todas as matérias, todos somente com o conteúdo do terceiro ano. O que fica mais estranho, é que a maioria deles nem será usado por nós por motivos como o professor estar acostumado a usar o livro antigo, ou a matéria estar atrasada ou simplesmente por que o professor não gosta do autor do livro. Entre essas e outras, o motivo principal por eles estarem sendo entregues para nós no momento chama-se PNLEM/PNLD (Programa Nacional do Livro Didático no Ensino Médio), criado pelo MEC faz quase 10 anos. A atual regra diz que os livros entregues deverão ser usados durante 3 anos seguidos de preferência por três alunos diferentes.

Em seu conteúdo introdutório é informado o seguinte:

Implantado em 2004, pela Resolução nº 38 do FNDE, o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM) prevê a universalização de livros didáticos para os alunos do ensino médio público de todo o país.

Só que não estava nos planos do MEC a maioria dos autores condensar suas obras em volumes únicos, ou seja, somente um aluno poderia usar esses livros durante o período de vigência do PNLEM 2009-2011. E esses livros não podem ser usados por alunos da mesma escola depois do fim do PNLEM. Uma das sugestões dadas é a doação a outras escolas ou bibliotecas para que esses sejam reaproveitados.

No entanto, existe uma coisa chamada remessa em exagero, fato que ocorreu no Rubens, entre outras por haver a necessidade de que os professores tenham em mãos obras reservas de referência caso o material escolhido não seja aceito por alunos e professores. Essas obras de referência não foram usados e exemplares intactos e embalados estão sendo distribuídos gratuitamente aos alunos e a comunidade pela Biblioteca do Rubens, que não tem espaço físico para armazenar esses livros.

Outro fato curioso é que livros de Filosofia, Sociologia, Inglês e Espanhol serão distribuídos aos alunos e estes foram considerados Livros Consumíveis, ou seja, livros que não precisarão ser entregues a escola no fim do ano letivo. Ainda é difícil entender o que o Rubens irá fazer, se apenas irá distribuir livros “a rodo” ou irá conseguir Docentes para ministrar aulas de Filosofia, Sociologia e Espanhol. Sendo que as disciplinas de Filosofia e Sociologia já são inseridas no currículo do Ensino Médio aqui no Rubens.

Não quero ser crítico sem motivos, mas é estranho ver uma atitude como essa do Governo Federal, que de forma ignota (humilde), distribui livros de todas as disciplinas incluídas dentro do Currículo Comum do Ensino Médio. Atitude que não aconteceu em anos anteriores (A língua inglesa não era considerada matéria do currículo até o ano de 2003 e a espanhola até meados de 2010).

Pense, reflita, se puder deixe seu comentário.

Marcus Oliveira “Chino”

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