Jornal Ipanema – Etecs em greve: ato busca apoio político na Câmara

(Retirado de: Etecs em greve: ato busca apoio político na Câmara, Jornal Ipanema, Sorocaba, 19/05/2011)

Professores e funcionários do Centro Paula Souza, que administra as Escolas Técnicas no estado de São Paulo, realizam uma manifestação, na manhã desta quinta-feira (19), na Câmara Municipal de Sorocaba. Eles estão em greve e reivindicam reposição salarial.

De acordo com o professor Claudemir Meira, coordenador da Etec Votorantim,  eles pedem reajuste de 58% para os professores e de 70% para os funcionários. De acordo com ele, a categoria não recebeu reajuste nos últimos 10 anos.  “O último reajuste foi dado, em parte, em 2005. De lá para cá, nada mais de acréscimos”.

Meira explicou que o Centro Paula Souza é uma autarquia e, por isso, o órgão pertence à secretaria de Tecnologia e Desenvolvimento do estado de São Paulo. Ele contou que, depois de muita insistência, a pasta convocou uma reunião para negociar o fim da paralisação. O encontro está marcado para sexta-feira (20), às 10h. “Todavia, nós acreditamos que devido ao fato de um ato que vai realizado também na [avenida] Paulista”.

Segundo ele, a manifestação na Câmara tem o objetivo de conquistar apoio dos políticos de Sorocaba. À tarde, por volta das 15h, o grupo irá se reunir em frente a Escola Técnica Rubens de Farias. “Também objetivando mostrar para a sociedade quais são os motivos dessa paralisação”.

A greve – Professores e funcionários das instituições estaduais aderiram a paralisação proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (SINTEPS).  As ETECs Fernando Prestes, Rubens de Faria e Souza (ambas em Sorocaba) e Votorantim estão com 100% de adesão e a FATEC Sorocaba obteve 70% dos docentes e 100% dos funcionários.

Em nota, os servidores justificam a paralisação “devido a defasagem salarial, baixo valor do vale alimentação, requerendo melhorias nos planos de carreira, que sejam compatíveis com as responsabilidades dos cargos”.

Salários defasados – Segundo o Sinteps, os profissionais não recebem aumento desde 2006, resultando em uma defasagem de 58%, muito superior aos 11% oferecidos pelo governo no dia 12 de maio deste ano. “Os salários dos profissionais da área administrativa sofrem uma defasagem ainda maior, chegando a 70%, sendo que em alguns casos, o profissional recebe apenas um salário mínimo”, detalha a nota.

A greve foi decretada por tempo indeterminado, dependendo das propostas oferecidas pelo governo. Segundo o sindicado, no momento 26% de ETEC´s e 39% de FATEC´s estão com suas atividades paralisadas.

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